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sexta-feira, 20 de julho de 2012

Chatuba de Mesquita divulga sinopse.

CARNAVAL 2013: CABARET CHATUBA (SINOPSE)

Boa noite senhoras e senhores! Sejam benvindos a nossa aconchegante e humilde casa, tomem seus lugares e preparem-se para o espetáculo da noite.

A história do nosso show de hoje teve origem na Europa, nos fins do século XIX e início do século XX, mais precisamente na França e posteriormente na Alemanha. Nessa época, a Europa vivia um clima de agitação política intensa. Seus cidadãos careciam de um local intimista onde a solidão e as ideias que lhe amalgamavam as almas pudessem ter vez diante da falta de perspectivas de suas vidas vazias de significado. E foi assim que nosso público se formou, eram filósofos, escritores, músicos, pintores dentre outros artistas vagantes da noite. Eles se encontravam em um local pequeno e esfumaçado onde um palco e um microfone eram a torneira de escape do trabalho de iniciantes e desconhecidos artistas naquela tensa Europa da época.

A casa noturna pioneira no estilo “cabaret artístico”, onde números musicais e esquetes se sucediam no palco foi Le Chat Noir (O Gato Negro). O século XX trouxe um período de efervescência cultural à França, chamado de Belle Époque fazendo com que casas noturnas começassem a prosperar como Le Lido e a mais famosa de todas Le Moulin Rouge, o estilo intimista já dava lugar a exuberância e a alta sociedade passa a frequentar as casas.

O tom político e irônico do show são mantidos, porém a introdução do exibicionismo artístico eleva os Cabarets a níveis de popularidade inimagináveis até então. A crítica passa a torcer o nariz, mas o povo ama os números das dançarinas com figurinos que deixam a mostra o colo e os tornozelos em coreografias sensuais. A sensualidade sem vulgaridade, o exercício da sedução encantava a plateia. Era grande o exercício de imaginação, descobrir o que as cortinas e os corpetes das dançarinas escondiam tornava os shows um passeio irresistível a um universo de fetiche, sedução e desejo.

Sempre apresentando números musicais, os Cabarets lançaram grandes artistas como a diva alemã Marlene Dietrich e a primeira dama da música francesa Edith Piaf.

Companhias de dança são criadas e o estilo viaja pelo mundo, conquistando a América e chegando a solo brasileiro também.

Desde a metade do século XIX já existia no Brasil um teatro popular, com texto cômico, político e musicado. Era chamado de Teatro de Revista ou simplesmente “Revista” e Arthur Azevedo era o autor mais conhecido da época. Baseado nas operetas francesas tinha as paródias e a crítica aos costumes da sociedade como carro chefe.

A chegada da companhia francesa Ba-ta-clan, na década de 20 introduz características do Cabaret ao nosso Teatro, desnudando o corpo feminino. Nessa época é trocada a orquestra de cordas pela banda de Jazz e o elemento espetacular começa a ganhar força.

Nos meados dos anos 40 tem-se início a fase féerie (confusão alegre), onde o Teatro de Revista perde seu teor de crítica social e ganha um ar inspirado nas produções da Broadway, imperando o clima sensual e os números de dança. Grandes músicos de nossa história contribuíram para o gênero nessa época: Chiquinha Gonzaga, Pixinguinha, Lamartine Babo e Ari Barroso. Vedetes (um misto de atriz, cantora e dançarina) viram estrelas e entram para a história do Teatro Nacional: Dercy Gonçalves, Virgínia Lane, Renata Fronzi e Mara Rúbia.

Com a entrada de Walter Pinto, surgem as primeiras companhias nacionais. As apresentações tornam-se grandes espetáculos, o luxo esta presente em grandes coreografias, cenário e figurinos. Astros da comédia Nacional passam a integrar o gênero: Oscarito, Grande Otelo, Walter D’Ávila e Zezé Macedo. Era a época dourada da dramaturgia nacional. O Cassino da Urca passa a ser uma das maiores casas de espetáculo do mundo com shows inclusive da Pequena Notável Carmem Miranda.

Os títulos das peças anunciavam a jocosidade das mesmas, até mesmo sua falta de história: A Cabrocha Não é Sopa, Tico-Tico no Fubá, Rabo de Foguete, Carnaval da Vitória, Tem gato na Tuba, Esta Com Tudo e Não Esta Prosa, Não Chacoalha !, Eu Quero É Sassaricar Dentre tantos outros. O tema carnaval, pela óbvia semelhança do descompromisso, da musicalidade e do apelo ao corpo era recorrente. Tecnicamente e artisticamente, os espetáculos atingiam nível internacional.

O Teatro de Revista foi a forma teatral mais expressiva no Brasil. O absurdo preconceito do qual foi vítima, deve-se simplesmente ao fato de ter sido popular. Ele contribuiu muito para a nossa descolonização cultural, fixou nossos tipos, nossos costumes, nosso modo genuíno do “falar à brasileira”.

Com o passar dos anos, a modernidade dos tempos, as mudanças sociais das grandes capitais, questões financeiras e políticas acabaram levando o gênero da Revista bem como o estilo Carbaret a se tornarem obsoletos, mas ainda existiam focos de resistências culturais que os mantinham vivos. Na década de 70 os palcos cariocas presenciam o nascimento de um grupo de artistas que revoluciona a dança e o modo de atuar. Os Dzi Croquetes apresentavam coreografias com altas doses de sensualidade e um humor non-sence que arrebataram o público. Os 13 componentes do grupo implementaram o estilo Cabaret (pela primeira vez exclusivamente só com homens) com as cores e a irreverência do Carnaval. Como tantas outras formas de expressão artísticas o grupo sofreu com a censura militar da época (O Brasil vivia sob o jugo do Ato Institucional número 5, que cancelou todas as liberdades do povo brasileiro). O grupo conquistou fãs como Lisa Minelli, Ney Matogrosso, Mick Jagger, inspirou a criação do grupo das Frenéticas e de vários humoristas e autores da geração seguinte como: Miguel Falabella, Claudia Raia, Pedro Cardoso e Regina Casé.

A televisão também se beneficiou do estilo, o “Menino levado da Breca” reunia todo o País em frente à TV para admirar a nata da Música Popular Brasileira. As Chacretes davam o tom sensual, as marchinhas e o jeito irreverente e jocoso de Chacrinha, o “Velho Guerreiro”, indicavam que o estilo Cabaret estava presente.

O Cabaret também marcou presença em grandes casas de show do Rio de Janeiro, como o Plataforma 1 e o Scala em seu grandioso Golden Brasil, onde belíssimas mulheres dançavam  em meio a plumas , espelhos e luzes com figurinos inspirados no carnaval, lideradas muitas vezes pela musa Watusi.

Bem senhoras e senhores, nosso show vai chegando ao fim. Apresentamos a vocês como a sensualidade e o humor se uniram a plumas e brilhos para nos proporcionar um entretenimento que nos causavam palpitações.

Apresentamos a história de um de espetáculo que influenciou outros meios de comunicação: O cinema herdou seus artistas e seu jeito de fazer humor, assim como a TV e até o carnaval, afinal nossos desfiles têm o mesmo caráter grandioso, sensualidade e estrutura narrativa em forma de quadros (alas).

Essa noite o G.R.E.S. Chatuba de Mesquita faz um convite a todos vocês: na Intendente Magalhães VENHAM CONHECER O PRAZER DO CARNAVAL 2013.

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