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quarta-feira, 4 de julho de 2012

Confira a sinopse da Estácio.

A Estácio de Sá entregou na noite desta segunda-feira em sua quadra, a sinopse do enredo para o Carnaval 2013. ‘’A ópera de um menino... O toque do realejo rege o seu destino!’’ fará homenagem ao maestro Rildo Hora e será desenvolvido pelo carnavalesco Jack Vasconcelos em seu ano de estreia na Vermelho e Branco. A pesquisa e a confecção da sinopse foram feitas por Marcos Roza que, ao lado de Jack, fez uma breve explanação sobre o que a escola pretende mostrar na Marquês de Sapucaí. Após uma tentativa de homenagem frustrada no carnaval passado – Luma de Oliveira -, a Estácio aposta agora em um homenageado de mais relevância cultural e conteúdo histórico para o carnaval.

- Vamos contar a história do Rildo de forma poética. O menino que sai lá de Caruaru completamente envolvido pela música, estuda, se torna maestro e tem relação com grandes nomes da MPB. Ele mesmo nos disse que conviveu com grandes mestres e comente depois se deu conta disso: Lamartine Babo, Elizeth Cardoso, Ismael Silva. A formação dele é acadêmica, é maestro, mas consegue mesclar muito bem o erudito com o popular. Brincamos até em uma parte do enredo, dizendo que ele é um Midas. Tudo que toca se transforma em ouro, vira sucesso. Faz do tesouro do povo, que é a MPB, um sucesso maior ainda. Isso abre as portas para o compositor e o artista popular – explicou Jack, que no último carnaval também desenvolveu um enredo de homenagem: Clara Nunes, no Paraíso do Tuiuti.

Rildo esteve presente na feijoada realizada na quadra da escola, no último domingo. Antes, encontrou-se com Marcos Roza e Jack Vasconcelos na casa do pesquisador e encantou a dupla com suas histórias e com o que Jack chamou de ‘’olhar de menino’’.

- É um cara com muita história e experiência, mas não perdeu esse olhar de menino, esse amor pelas coisas. Nós enfatizamos bastante isso também. No enredo, é um menino que será envolvido por notas musicais, que o levarão para a sua carreira de sucesso. Peço a vocês a homenagem de um artista para outro artista. Depois do desfile, hoje é o dia mais importante para o nosso carnaval. O nosso samba-enredo precisa ter a nossa alma neste desfile – disse o carnavalesco aos cerca de 40 compositores presentes.

A sinopse foi escrita em formato de cordel e parece ter agradado aos compositores, que terão dois meses para todo o processo de criação e gravação da obra. A entrega dos sambas concorrentes da Estácio de Sá acontece no dia 03 de agosto, mas antes disso os poetas estacianos terão três encontros para resolução de possíveis dúvidas com Jack Vasconcelos e Marcos Roza. Uma novidade na disputa da Estácio este ano é a proibição do uso de adereços por parte das torcidas durante o processo de escolha.




Leia a sinopse:
A Ópera de um menino... O toque do realejo rege o seu destino!
O enredo apresentado,
Trata-se de um conto arretado.
Não fique curioso.
Espere mais um pouco.
Logo tudo será revelado.
Primeiro deixem que o som do realejo,
Traga ilusões aos seus ouvidos,
Tire-lhes os sentidos
E renovem seus desejos.
É chegada a hora!
Uma mistura sem recato.
Lá vem Estácio!
Você é nosso convidado.
Celebremos de vermelho e branco 
E até de encarnado...
A festa do "Leão Coroado".
O toque do realejo,
Rege o seu destino.
Toca como se entoasse um hino:
Sou de Pernambuco,
Sou crivado de sorte,
Sou filho da terra, 
Sou Leão do Norte.
Seus pequeninos acordes
Coroam o povo nordestino.
Essa é a história 
De um menino tocador
Que nasceu em Caruaru
E das ‘notas musicais’ 
Se tornou protetor.
Numa simbiose natural:
Notas, realejo e embocadura.
Toca a saga nordestina,
E sua cultura.
Seu pai, o dentista da região. 
Sua mãe, pianista de coração. 
Aventurando-se diante de tanta inspiração é:
Menino mamulengo,
Solto no baque do Maracatu,
Na arte de Vitalino,
E na Feira de Caruaru.
Mistura-se conto e magia.
Levado pelas ‘notas musicais’
Descobre a poesia...
Trilha o caminho da música,
A razão da sua alegria. 
Das ondas sonoras do rádio, 
Tudo se inicia.
Presta atenção na melodia
De uma simples canção.
Aprende de ouvido tocar
A "Asa Branca" do Rei do Baião.
Época, que o pós-guerra pulsa da
Alma de um país inteiro,
Seus sonhos cruzam o mar.
Em Madureira: 
Vive o samba de terreiro,
Embala-se nos versos
Dos gênios partideiros,
E encanta-se com a cidade do Rio de janeiro.
Conhece um forte plantel:
Candeia, Manacéa, Waldir 59.
Até Pixinguinha, Zé Ketti e Ismael...
Nesse reduto de bambas, 
Não tem pra ninguém.
Seu olhar de criança
Viaja com o samba, 
A bordo do trem.
No "palco da criação"
Seu conteúdo faz a festa.
Sua brasilidade se manifesta.
Faz a hora e não espera acontecer:
Com Guerra Peixe
Partitura aprende a ler,
A teoria musical 
Renova o seu saber.
Nos bastidores, 
Junto a nomes consagrados como
Dolores Duran, Elizeth Cardoso, 
Orlando Silva, Lamartine Babo...
É revelação.
Solos de gaita, cavaquinho e violão...
Apresenta-se na Rádio e na Televisão.
Compõem a vida
Em suas canções.
Amor, valentia, paixões...
"Chorar pra que?"
"A vida não me leva".
"Visgo de Jaca" na vitrola brasileira.
Um "Sambinha Especial" 
Com os "Meninos da Mangueira".
Como um presente do tempo, 
Segue uma carreira primorosa.
Maestro, criativo e sempre cheio de bossa
Produz o seu primeiro disco 
"A Música é Nossa".
E não para por aí!
Na voz de Gonzagão,
Tira grandes artistas da madorna.
Faz sucesso com o baião
"Ovo de Codorna".
A "Kizomba" agradece com carinho.
O povo conhce "Sargento de Milícias"
Do parceiro e amigo Rei Martinho.
Beth Carvalho: "Coisinha do Pai",
Fundo de Quintal: "Partido Alto",
Dudu nobre: "Chega Mais",
João Bosco: "Kid Cavaquinho".
"Deixa a Vida me Levar".
Grammy Latino, Disco de Ouro, Platina... 
São tantos prêmios que não cabem no meu palavrear.
Tem "Samba pras Moças" e "Coração em Desalinho"
Encanta-nos orquestrando Zeca Pagodinho.

Abençoado pelos anjos negros, 
É o Midas dos Bambas!
Com sua batuta rege artistas da MPB
Em sua "Casa do Samba".
Em seu tempo e lugar
É erudito e popular.
Fantástico,
Surpreendente.
Testemunho de uma história permanente.
Sua obra em nossos corações
Estará sempre presente.
Com vocês Rildo Hora!
Marcos Roza, pesquisador de enredos.
Carnavalesco: Jack Vasconcelos
Pesquisa e Texto: Marcos Roza

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